O que eles e elas deveriam saber

Novembro 18, 2009

Todo homem busca na mulher o encontro com sua própria feminilidade, e toda a mulher busca no homem um encontro com sua própria masculinidade, já dizia Jung. Isto não tem nada a ver com homossexualismo ou coisa parecida, mas sim que o homem tem um lado de sensibilidade, de carinho etc. e a mulher de decisão, de objetividade, etc..

Quando um homem busca sua parceira ele quer ver nela esta sensibilidade, carinho entre outros atributos femininos (que podem e devem existir também no homem em equilíbrio).

Quando a mulher busca seu parceiro ela quer ver nele esta decisão, objetividade entre outros atributos masculinos (que podem e devem existir também na mulher em equilíbrio).

Só que hoje, com toda a nossa cultura ocidental houve uma grande confusão no que é ser homem e o que é ser mulher. Os homens são indecisos, não conhecem seu papel e as mulheres assumiram o papel de decisão, objetividade, etc.

Por exemplo, uma mulher que toma a iniciativa no lugar do homem ao conhecê-lo, a mulher que fala de sexo de maneira maliciosa, tipicamente masculina,  a mulher que fala de encher a cara, como os homens fazem para mostrar sua masculinidade, obviamente vai causar uma grande rejeição em qualquer homem que porventura conheça, pois ele verá, inconscientemente, um concorrente para sua masculinidade. Isto sem falar em sucesso profissional e financeiro, que são bons, mas se usados como um troféu feminino assusta os homens.

O homem que não tem iniciativa de tentar um contato com a mulher,  por quem se interessa, que nas horas em que é preciso objetividade se perde em mil respeitos humanos e dúvidas,  que sempre compreende tudo, mesmo quando tem que se posicionar em contrário,  que não tem coragem de assumir sua vida, não será eco para a busca de masculinidade por uma mulher.

A sociologia e a psicologia podem nos ajudar a entender e até a reverter esta confusão,  mas a Bíblia  é sábia neste aspecto. E quando São Paulo pede aos homens que eles sejam a cabeça do lar, ou que a mulher se submeta ao marido como a Igreja se submete a Cristo, não há nada contra o homem, muito menos à mulher, pois na sequência São Paulo fala aos homens para amarem suas esposas como Cristo amou sua Igreja, ou seja, dando a vida por ela.

Eu acredito, e os homens não se chateiem, que as mulheres são muito mais fortes que o homem, mas em nossa natureza masculina e feminina há uma “farsa” do conquistador e da conquistada que tem que funcionar. Qualquer inversão de papeis causa desequilíbrio em ambos.

Pense bem e veja que tipo de impressão as pessoas tem de você ao conhecê-lo ou conhecê-la?


Saí da missa contigo

Novembro 12, 2009

 

Logo que me afasto perco a consciência de tua presença em mim.

Deixo que o mundo sufoque esta realidade que insisto em não lembrar.

Até penso:

Mas por que Deus se daria ao trabalho de estar em mim, divinizando o meu ser com sua presença?

Que Deus é esse que vem até mim, caminha comigo, escuta meus pensamentos e divide meus sofrimentos?

Por que?

Por que se sujeitar a estar em quem nem sempre se lembra de sua presença?

Como posso deixar de sentir esse amor apaixonado que reside em mim, se faz carne na minha carne?

Mas eu sigo, ignorando o milagre que está em mim. Preso à minha pequenez, fazendo pouco do privilégio de poder chamar a Deus de Pai, de paizinho.

Mas silenciosamente Deus vai agindo em mim.

Ele cura minhas feridas, me dá força para o dia a dia e sem eu perceber inspira meu coração para as coisas Dele.

Só peço a Deus que não deixe de agir, mesmo eu sendo tão esquecido Dele em mim.


Para sempre sem você

Novembro 8, 2009

 

Como seria um para sempre sem você?

Sem mais olhar, sem mais sorrir,

Sem poder deixar para depois o perdão não dado,

Sem poder dizer o sentimento não  falado,

Uma distância,

Ausência de vida de um nós extinto.

Saudades,

Desejo de presença,

Satisfação impossível,

Sem voltar, só lembranças,

Só imagens que com o tempo se confundem com os sonhos,

E se tornam vagarosamente imagens sem alma,

Fotografias inertes na memória,

Tristeza.

Vem fica perto de mim,

Ainda há tempo.


poder ser?

Novembro 6, 2009

Pode ser que um dia você acorde desanimado e diga: Não existem mais pessoas boas, que mereçam nossa confiança e que valham à pena!

Pode ser que você se feche e deixe que a vida corra, sem grandes aspirações, para sua vida e para este mundo perdido.

Pode ser que você acabe por ser mais um nesse oceano de pessoas sem rumo certo.

Mas também pode ser que você perceba que mudar este mundo depende de você.

Que se a mudança começar dentro de você ela pode irradiar para muita gente que passa por este mundo e que você condenou sem nem tentar conhecer a fundo.

Pode ser que você tome consciência que, quem te fez não faria algo ruim, pelo contrário, Ele só faz coisas boas. E para provar isso Ele, pela morte e ressurreição de Jesus, nos permitiu chamá-lo de Pai, deu-nos a herança do céu, nos fez FILHOS DO REI.

Pode ser que você comece a ver toda a criação de Deus como algo bom e cada pessoa, começando por você, como uma obra boa de Deus.

E o mundo perdido pode se transformar num mundo carente em busca do conhecimento da fonte verdadeira do amor.

Pode ser que você perceba que se você colocar este Deus em tudo que você fizer, você se transformará num sinal de esperança para os outros no trabalho, na escola e na família.

Você será o evangelho de Jesus, você será a boa nova para os outros.

Pode ser que aquela pessoa que antes você condenava, precisava que você apontasse o caminho certo, não com sermões, não com discursos, mas com sua vida, simples, mas entregue a Deus.

Pode ser que você precise muita coragem para transformar sua maneira de ver o mundo. Pode ser que você tenha medo de assumir essa realidade tão nova e tão exigente para sua vida.

Pode ser que você não assuma sua vocação se contentando em ser mais um. Pode ser.

Mas eu creio, que mesmo poucos, talvez 10 ou 12, são capazes de transformar este mundo se assumirem, com alegria, essa missão: “Ide e pregai o Evangelho a toda a criatura. “ (com sua vida).


Te esperei

Novembro 4, 2009

 

Sem saber onde encontrar,

Sem conhecer tua existência,

Sem sentir tua presença,

Te esperei,

Procurar, procurei,

Cheguei até a entristecer,

Pois não via o momento chegar,

Para enfim te conhecer.

Te esperei,

Nas buscas, nas renúncias,

Nos desapontamentos, na solidão,

Te esperei,

Fui fiel sem ter você,

Te amei sem te encontrar,

Fui só teu no meu sonhar,

Que um dia eu te teria,

Te esperei,

Te conheci, Me apaixonei,

Com teus encantos, te desejei,

Mas mesmo assim te esperei,

Te descobri, me encantei,

Me decidi, te convidei,

Todos os sonhos eu te contei,

Mas te esperei,

Crescemos juntos na decisão,

O nosso sim foi para sempre,

Agora então te encontrei,

Fomos tudo, um para o outro,

Vontade, presença, paixão,

Doação total, de um sim possível,

de um esperar que vale a pena.


Construtivismo no amor

Outubro 30, 2009

Para mim é claro que um relacionamento que estaciona perde a força.

É preciso crescer. Não adianta o nível que atingiu, tem que crescer, tem que avançar.

É como se a força de um relacionamento estivesse na quantidade do crescimento e não no nível atingido. Para os engenheiros e matemáticos eu diria que é a inclinação da curva, ou seja, sua derivada, que mede a força de um relacionamento. Se estabilizar a inclinação fica em zero.

Mas nossa vida não segue a matemática e dificilmente podemos traçar uma reta para nossos relacionamentos. Principalmente uma reta com ângulo positivo sempre.

Mas apelando para Piaget, posso dizer que os desequilíbrios nos ajudam a atingir novos patamares de acomodação no relacionamento, construindo assim, algo que não perde a força.

Por exemplo, uma dificuldade financeira, após ser vencida acaba por fortalecer o relacionamento de um casal que lutou para superá-la. Uma boa briga, bem resolvida, leva a um novo nível de entendimento. Uma mudança de fase na vida pode ser motivo para elevar ainda mais o nível de um relacionamento.

Os filhos são um bom exemplo disso. Quando descobrimos que “estamos grávidos” há uma grande alegria de um amor que se expande para além de nós. Ao vê-los sentimos um orgulho comum pela criação de uma vida. A responsabilidade nos força a crescer.

O dia a dia da educação, na infância, tende a nos absorver, mas na adolescência temos que nos unir para vencer juntos os desafios nos impostos por eles. Nosso relacionamento tem que crescer para que eles passem por esta “fase de certificação” com segurança.

Mas chega a hora em que eles começam a “bater asas” e mais um desequilíbrio afeta o casal. Todo o tempo que antes era dos filhos volta a ser de um para o outro. Toda a energia focada para os filhos tem que ser dirigida para o relacionamento, para o que queremos individualmente e o que queremos como casal. É uma nova oportunidade para crescer.

Nosso relacionamento com Deus também é assim. A busca da santidade pregada por Jesus, nada mais é do que querer sempre crescer, na fé, no relacionamento com os irmãos, no amor a Deus.

E mesmo que, de vez em quando, caiamos (inclinação negativa), o perdão e a misericórdia de Deus por nós nos ajuda a retomar o crescimento e a força de nosso relacionamento com Ele.

Você já percebeu que quando superamos aqueles momentos de deserto, onde parece que nossa fé estacionou, nos sentimos mais fortes? Ou quando, num grande questionamento com Deus, por fim “escutamos” suas respostas isso nos aproxima Dele?

Manter nosso relacionamento crescendo exige vontade, renúncia e desprendimento. Você quer isto para você?

Deixo então uma pergunta: Isto vale para  a amizade?


Uma fase da vida

Outubro 22, 2009

 

Chega uma época em nossas vidas em que temos que nos redescobrir.

Algumas vezes este processo é disparado por um acontecimento como uma doença, uma perda, uma pessoa, ou simplesmente porque as nossas pressões internas entram em erupção.

É legal passar por isso no meio da sua vida. Eu estou achando!

Os filhos estão se tornando independentes, o trabalho começa a deixar de ser prioridade absoluta e você começa a ter mais tempo para olhar para dentro e à sua volta.

Nossos porquês são mais serenos e mais profundos.

De onde viemos e para onde vamos parece uma reflexão inevitável nesta fase. Começa a aparecer a realidade de nossa finitude.

Os olhos não vêem tão bem, os ouvidos tendem a diminuir sua sensibilidade e a dor se torna nossa maior companheira.

Para muitos começa uma desesperada tentativa de voltar atrás. Cabelos pintados, cirurgia plástica, busca de companheiros mais novos, regimes, etc. Tudo em vão.

Para quem tem fé é uma grande oportunidade para pensar que estamos começando a subir nosso calvário, mas com a certeza de que depois dele haverá a ressurreição.

Ao olharmos para trás podemos avaliar nossa vida, erros e acertos e olhando para frente sentiremos a confiança de que há ainda uma meta maior para alcançar.

Pena que vivemos num mundo onde a experiência de vida, para muitos, não tem valor. Mas ainda há quem precise de um apoio, de um conselho ou de um ouvinte que não se espantará com as cabeçadas dos mais jovens, cabeçadas que já demos também.

Desanimar? Não.

Se erramos, devemos ter a coragem de reconhecer e buscar conviver com isto. Ou corrigindo os estragos, ou em caso de impossibilidade, confiando no perdão e na ação de Deus.

É preciso avaliar o que de nós está ficando como marca de nossas vidas. Bens materiais? Valores pessoais? Amor e entrega?

Podemos ainda fazer a diferença na vida de alguém? Há quem conviva conosco que precise de um sorriso, um caminho, uma direção? Com pouca coisa podemos fazer muito.

É preciso doar-se. Sair de nós e irmos em direção ao outro. Sem desanimar.


Experiência de Deus

Outubro 22, 2009

 

Encontro, novidade, esperança, perdão,

Experiência de Deus,

Renascimento, revalorização, direção,

Experiência de Deus,

Sentido, Caminho ao infinito, Sempre

Recolhimento, Preenchimento,

No outro, Pelo outro,

Imagem, semelhança,

Experiência de Deus,

Vontade, paz, coragem,

Necessidade Dele,

Experiência de Deus,

Boa nova.


Liberdade

Outubro 19, 2009

 

Dom de amor,

Consequência difícil de um amor verdadeiro,

Deixar o outro livre,

Como é difícil!

Amar ao ponto de deixar o outro livre para não me amar.

Exigência maior de quem ama.

E quanto mais próximo está quem amamos mais difícil é esta exigência.

Liberdade,

Despojamento do querer, do gostar em favor do outro.

Liberdade,

Apontar caminhos sem forçar o trajeto,

Meta quase sobre humana,

O nosso eu exerce uma força gravitacional quase invencível por nossos esforços próprios,

Mas tem que ser vencida,

Ultrapassada,

Para que o outro experimente o universo do amor

E, se quiser, também nos ame.


Aqueles dias…

Outubro 15, 2009

 

Tem dias que nos sentimos fracos,

Que parece que a realidade nos distancia dos sonhos, da esperança,

Tem dias que nos sentimos fracos,

E bate um desânimo, quase uma vontade de entregar os pontos,

Tem dias que nos sentimos fracos,

Aqueles dias em que parece que o Senhor se escondeu de nós,

Tem dias que nos sentimos fracos,

Pois a liberdade que temos nos afasta um dos outros,

Tem dias que a derrota de uma batalha nos abate,

Tem dias que só nos cabe o silêncio,

O silêncio ensurdecedor de nossas memórias,

O silêncio de nossos sonhos não realizados gritando enquanto se distanciam,

Tem dias que nos sentimos fracos,

Tem dias que só Ele pode ser a nossa força,

Pois na cruz, Ele se sentiu assim,

Pois na cruz, a derrota de não ter sido compreendido foi enorme,

E se a derrota da cruz é a nossa vitória,

Se a dor de se ver sozinho com o peso de todo o sofrimento foi suportado para mim,

Então nEle eu me fortifico.

E continuo.