Terminou mais um encontro!
Estamos com o coração aquecido, tanto quanto os encontristas, e parece que acordamos de um sonho, de um sonho onde experimentamos o que é a civilização do amor, que João Paulo II tanto pregou.
Num encontro temos nossas necessidades básicas satisfeitas: de nos sentirmos amados, de nos sentirmos pertencidos e de termos autonomia.
No encontro somos amados por todos que participam, mesmo antes do fim de semana. Na preparação, as diferenças vão diminuindo e as coincidências vão aumentando, mesmo durante os calorosos debates, as correrias de última hora ou o friozinho na barriga devido à expectativa de tudo dar certo. Nos sentimos amados, nos abraçamos, nos beijamos e sorrimos para todos.
Temos a presença marcante de nossa fonte de amor que é Jesus Eucarístico nas missas, especialmente na de entrega do encontro, e nas vigílias durante o encontro com o Santíssimo para nos inspirar e nos conduzir.
Nos sentimos profundamente pertencidos a um movimento, movimento da graça, movimento que segue, pelo Espírito Santo, um caminho que faz com que tudo dê resultados para o Reino de Deus e não só para nós.
Pertencemos a uma família e esse é um grande carisma de nosso movimento, ser família para tantos que a buscam entre nós. Desde os mais novinhos até os mais experientes todos queremos ser desta família. Queremos celebrar um matrimônio de um de nossos filhos, queremos vê-los falando de Deus, vivendo um ideal que um dia fez sentido para nós, queremos assinar no fim de nossos nomes Pax.
Autonomia, esta necessidade parece meio estranha quando uma de nossas grandes orientações se chama Regra de São Bento! Mas tudo que vem de Deus, mesmo uma regra, serve para nos conduzir, da melhor forma possível, a Ele e como é bom viver segundo a regra do amor. Coordenamos equipes, demos palestras, limpamos banheiros, abraçamos alguém que chorava. Fizemos da nossa maneira, com nossos talentos, todos apontando para uma única direção que é Jesus. Às vezes tivemos que exercitar nossa humildade, outras vezes reprimimos nossa rebeldia, mas no fim das contas cada um fez seu melhor para o melhor de todos, para realizar um sonho possível de transformar este mundo.
Temos que continuar assim, celebrando o amor que nos une. Cada um tem sua contribuição a dar. Cada vitória para Jesus tem que ser celebrada todos os dias e não só nos encontros.
É possível transformar este mundo e isto está em nossas mãos, está na nossa contribuição, no nosso tempo oferecido, no nosso perdão, no nosso entusiasmo por este Reino que já está entre nós: Jesus!
Escrito por armandoporto
Escrito por armandoporto