Em sua nova encíclica “Caritas in Veritates” o Papa Bento XVI orienta toda a humanidade quanto a uma nova e possível ordem social, política e econômica à luz do Amor na Verdade provenientes da boa nova do Evangelho.
Em sua introdução o Papa diz:
“A caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e sobretudo com a sua morte e ressurreição, é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira. O amor — « caritas » — é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz. É uma força que tem a sua origem em Deus, Amor eterno e Verdade absoluta.”
E é na família que devemos cultivar primeiro esta noção de Amor na Verdade. Na família que o desenvolvimento de cada pessoa se inicia, onde os valores devem ser ensinados e vividos e onde deve iniciar a transformação de nosso mundo de forma real e duradoura.
Mais adiante na encíclica o Papa comenta:
“Depois, é preciso ter em grande consideração o bem comum. Amar alguém é querer o seu bem e trabalhar eficazmente pelo mesmo. Ao lado do bem individual, existe um bem ligado à vida social das pessoas: o bem comum. É o bem daquele « nós-todos », formado por indivíduos, famílias e grupos intermédios que se unem em comunidade social… Ama-se tanto mais eficazmente o próximo, quanto mais se trabalha em prol de um bem comum que dê resposta também às suas necessidades reais.”
A humanidade toda depende de como buscamos este bem-comum em nossas famílias e fora delas, de como vivemos a abertura à vida, de como vivemos o perdão, de quanto resistimos ao egoísmo e ao hedonismo tão difundidos em nossa sociedade atual.
Na busca egoísta de prazer, muitos casais não sustentam suas relações matrimoniais destruindo assim esse bem comum, criando uma geração de pessoas que não são amadas nem aprendem a amar, vitimando principalmente os filhos.
A família tem um papel fundamental e insubstituível em qualquer transformação de nossa sociedade atual. Ensinar a respeitar as diferenças, a perdoar as ofensas recebidas, a ceder quando for preciso e a doar-se pelo outro é função da família e o alimento inesgotável do amor, do perdão, da liberdade é Deus.
abraços
Armando e Heloisa
(Publcado no Informativo São Bento 08/2009 Mês da Familia)
Escrito por armandoporto
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