Depois do Encontro de Jovens…

Junho 13, 2009

Terminou mais um encontro!

 Estamos com o coração aquecido, tanto quanto  os encontristas, e  parece que acordamos de um sonho, de um sonho onde experimentamos o que é a civilização do amor, que  João Paulo II tanto pregou.

 Num encontro temos nossas necessidades básicas satisfeitas: de nos sentirmos amados, de nos sentirmos pertencidos e de termos autonomia.

 No encontro somos amados por todos que participam, mesmo antes do fim de semana. Na preparação,  as diferenças vão diminuindo e as coincidências vão aumentando, mesmo  durante os calorosos debates, as correrias de última hora ou o friozinho na barriga devido à expectativa de tudo dar certo. Nos sentimos amados, nos abraçamos, nos beijamos e sorrimos para todos.

 Temos a presença marcante de nossa fonte de amor que é Jesus Eucarístico  nas missas, especialmente na de entrega do encontro, e nas vigílias durante o encontro com o Santíssimo para nos inspirar e nos conduzir.

 Nos sentimos profundamente pertencidos a um movimento, movimento da graça, movimento que segue, pelo Espírito Santo, um caminho que faz com que tudo dê resultados para o Reino de Deus e não só para nós.

 Pertencemos a uma família e esse é um grande carisma de nosso movimento, ser família para tantos que a buscam entre nós. Desde os mais novinhos até os mais experientes todos queremos ser desta família. Queremos celebrar um matrimônio de um de nossos filhos, queremos vê-los falando de Deus, vivendo um ideal que um dia fez sentido para nós, queremos assinar no fim de nossos nomes Pax.

 Autonomia, esta necessidade parece meio estranha quando uma de nossas grandes orientações se chama Regra de São Bento! Mas tudo que vem de Deus, mesmo uma regra, serve para nos conduzir, da melhor forma possível, a Ele e como é bom viver segundo a regra do amor. Coordenamos equipes, demos palestras, limpamos banheiros, abraçamos alguém que chorava. Fizemos da nossa maneira, com nossos talentos, todos apontando para uma única direção que é Jesus. Às vezes tivemos que exercitar nossa humildade, outras vezes reprimimos nossa rebeldia, mas no fim das contas cada um fez seu melhor para o melhor de todos, para realizar um sonho possível de transformar este mundo.

 Temos que continuar assim, celebrando o amor que nos une. Cada um tem sua contribuição a dar. Cada vitória para Jesus tem que ser celebrada todos os dias e não só nos encontros.

 É possível transformar este mundo e isto está em nossas mãos, está na nossa contribuição, no nosso tempo oferecido, no nosso perdão, no nosso entusiasmo por este Reino que já está entre nós: Jesus!


Advento

Dezembro 15, 2008

 

Como sempre, a Igreja usa o calendário para nos conduzir em direção a Jesus. Este tempo antes do Natal, que chamamos Advento, é na verdade uma grande oportunidade para pensarmos neste Jesus, cujo aniversário comemoramos dia 25, e qual o significado de sua vinda até nós, hoje.

 

Eu não quero que este texto fique com cara de aula de catecismo, mas eu tenho pensado muito na presença de Jesus em minha vida.

 

Ele tem que ser a razão para que eu faça minhas renúncias, mesmo de coisas que gosto e desejo, como forma de manter aceso em mim o significado da renúncia que Ele fez por mim na cruz.

 

Ele tem que ser o filtro em meus olhos para que eu não distorça a sua imagem na face das pessoas. Que eu não julgue pelo que vejo, mas deixe para Ele o julgamento do coração, pois nosso coração só Ele  conhece na totalidade.

 

Que eu saiba dar o maior presente a quem eu ame de verdade que é a notícia do amor de Jesus e a minha entrega por este amor.

 

Que meu coração e meus atos reflitam o coração e a vontade de Jesus por cada um que eu encontre, cada um que eu ame e cada um que eu me doe sem interesse.

 

Que na minha pequenez eu reconheça meu pecado, minhas fraquezas e recorra sempre ao perdão de Jesus, para que eu possa perdoar como deveria e tão poucas vezes o faço.

 

Que Ele me ajude a viver a alegria de cada vida que passa por mim e que Ele me deu a graça de conhecer e mais ainda de participar de sua história.

 

Como eu seria miserável se diante do amor infinito de Deus por mim, de tantos milagres realizados em minha vida, de tanto carinho em me corrigir, eu não soubesse, no mínimo, reconhecer esta presença, seus anjos aqui na terra, seus sinais de amor por mim.

 

Vem Jesus, reforça em mim sua presença, não só neste Natal, mas todos os dias de minha vida.


CHURRASQUINHO

Dezembro 16, 2007

Estou voltando de um belo churrasco com uns amigos e tenho que confessar que não me falta vontade para me deitar e tirar um cochilo neste dia frio de abril. Mas o significado deste encontro com amigos foi tão importante para mim que resolvi vencer a preguiça e compartilha-lo com vocês.

             O que pode haver de especial em um churrasco com amigos? A princípio nada, mas o dia começou com a missa de Domingo onde todos nós nos encontramos e todos recebemos o Verdadeiro Alimento que é Jesus na Eucaristia. Cinco casais, seus filhos e um amigo. Após a missa alguns correram para casa a fim de terminar os últimos preparativos, outros continuaram com alguma atividade na comunidade, como grupo de jovens e de perseverança que ocorrem após a missa no Domingo; mas  chegada a hora todos nos encaminhamos para a casa do casal anfitrião.             

Os filhos, que já se conhecem e apesar das diferenças de idade, logo se arrumam e nem precisamos pensar mais neles. Todos  começam a comer e após umas três ou quatro rodadas de carne, nos sentamos em uma mesa para conversarmos e darmos boas risadas com “causos” e mais “causos” que só uma reunião destas pode suscitar. Rimos a valer, inclusive o amigo que foi só ,pois é padre, era mais um a compartilhar o que eu considero uma comunidade de amor.            

Então você deve pensar que este Brasil tem muitas comunidades de amor pois o que se faz de churrasco nos fins de semana não é moleza! Não é bem a isso que me refiro e sim a reunião de casais que se sentam juntos para se divertir de forma sadia sem grosserias , sem excessos na bebida, sem falar mal de ninguém , com respeito mútuo, e principalmente com uma coisa em comum, acreditar no mesmo Jesus e tentar levá-lo consigo na vida cotidiana, no trabalho, nos sofrimentos e nos momentos de lazer.

E quem ganha com isto?

Os nossos filhos que se divertem com outros jovens e crianças que pensam da mesma forma que eles e isto reforça suas convicções morais e religiosas. Nós casais que compartilhamos nossa felicidade por estarmos juntos, como marido e mulher e como comunidade; o nosso amigo, o padre, que encontra nos casais a amizade que muitas vezes lhe falta como ser humano que é; e a Igreja que realmente se vivifica nas nossas vidas para além das paredes do templo.            

Mas isto é muito simples ! 

Realmente é. E é isto o que o mundo precisa: de um amor vivido na vida cotidiana. Um amor compartilhado em volta de uma churrasqueira tomando uma cervejinha, ou numa mesa com os filhos reunidos para jantar. Um amor solidário com a doença de um irmão, mesmo sendo o pai de seu amigo que quebrou o braço, mas que você nunca o viu, ou uma criança com um resfriado mais forte que espera um carinho especial. Amor que se congratula com a chegada de mais uma vida não se importando na forma como ela foi gerada e que rejubila com uma vocação que desabrocha no coração de um jovem a se entregar a Deus. Amor que perdoa e esquece a ofensa recebida e se aprofunda quando nos esquecemos de nós mesmos para servir o irmão. Amor que dá sentido ao que todos chamam loucura e que deve ser o combustível dessa grande comunidade chamada Igreja. Amor que só tem uma fonte verdadeira e é o único a realmente trazer paz para os homens. Amor que é o próprio Jesus e é derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo que é Deus e mantém esta Igreja viva e perene.


4 Ps

Dezembro 16, 2007

Uma colega que estuda marketing, sabendo da minha ligação com a Igreja, me pediu algo sobre marketing nas igrejas para que fosse utilizado em um trabalho para a faculdade. Então eu comecei a pensar no assunto e com meus poucos conhecimentos de marketing tentei fazer uma associação de uma definição (meio batida) de marketing mix, a dos 4 Ps ( product, price, place, promotion ): Produto, Preço, Distribuição e Comunicação ,  com a atuação da Igreja. Quando faço a comparação não pense o leitor que eu vejo a atuação da Igreja como algo mercantilista ou diminuo sua função, ao contrário, procuro utilizar uma análise de uma área de estudos sérios para uma reflexão sobre a nossa Igreja.

·         Sob o aspecto do produto podemos dizer que o que a Igreja tem a oferecer é vida, “vida em abundância”, vida eterna na presença de Deus, sem fome , sem sofrimento, sem a morte . Com certeza é um excelente produto e não há quem não o queira.

·         Sob o aspecto do preço temos que admitir que não é muito barato, já que exige algum sacrifício, pois ser católico não é fácil e nem pretende ser, mas dado o benefício do produto e o diferencial da empresa que o oferece vale a pena pagar o preço “da porta estreita”, mesmo que isto exija de nós bastante trabalho. Quando menciono  diferencial da Igreja Católica falo de unidade, dos sacramentos, de Maria, da Tradição e tudo mais que é a riqueza do catolicismo.

·         Quanto à distribuição, pode-se dizer que a Igreja é a mãe da globalização e está em todos os lugares com seu produto. Sua presença nas cidades é sempre privilegiada, estando em geral nas melhores praças ou avenidas. Internamente a Igreja é muito bem articulada com poucos níveis hierárquicos, mesmo sem ter passado por um processo recente de reengenharia, pois sua estrutura enxuta é milenar. Assim sendo, as decisões saem da cúpula e chegam à base com bastante rapidez. Vejam o exemplo do Catecismo da Igreja Católica, resume de forma clara a doutrina, e estava disponível em quase todo o mundo, nas mais diversas línguas, praticamente na data o seu lançamento.

·         Quanto à comunicação acredito que em vários aspectos não estamos indo tão bem. A Igreja tem se movimentado bastante para analisar e melhorar esta parte de sua missão, pois o pedido de Cristo foi que anunciássemos o evangelho a todas as criaturas, Ele pediu explicitamente a comunicação. E a seguir vamos falar de vários pontos que considero importantes sobre esta comunicação.

 Comunicação de massa ou pessoal 

O produto que nós, como Igreja, vendemos é um produto imaterial e que tem um caráter exclusivamente particular e não coletivo, portanto a comunicação que realmente tem efeito para se vender este produto é a comunicação pessoal. A comunicação de massa para se vender vida eterna pode somente criar uma pré-disposição para se comprar o produto, mas a decisão tem que ser estimulada por uma comunicação pessoal e bem feita. E nisto, a boa nova é que a Igreja tem recursos de sobra e precisa valorizá-los, por exemplo, os Sacramentos, sinais sensíveis da Graça de Deus, e que definem momentos de comunicação únicos entre e as pessoas e a Igreja , entre as pessoas e Cristo. No Batismo, na  Comunhão, na Penitência, no Crisma, no Matrimônio, na Ordem, na Unção dos Enfermos em todos os sacramentos, o rito, o símbolo, o sacerdote ou ministro  são formas de comunicação entre Deus e o cristão.

Nossa Igreja também é riquíssima em outros ritos e formas que devem ser valorizadas e não banalizadas como muitas vezes se vê. Por exemplo, a perda do sentido do sagrado. A vida eterna não se vê, pelo menos agora, Deus na sua sabedoria deixou-nos a Eucaristia, para nos assegurar que já podemos estar perto dele desde já, mas vê-se pessoas andando pelos altares como se no sacrário só houvesse um símbolo cristão e não a presença viva de Deus na Eucaristia. Não se dobra os joelhos ao passar diante de um sacrário. Não se faz mais o sinal da cruz diante de uma Igreja. Perde-se portanto a oportunidade de dizer ao nosso cliente que o produto que ele procura está ali, que ele pode entrar e procurar que vai encontrá-lo. Não se vive com tanto fervor os momentos litúrgicos da Igreja, que nos sintonizam com a mensagem de Cristo. O Natal agora é o momento dos presentes, a Páscoa é o bacalhau e o ovo de chocolate, o Pentecostes não é nada! Quanta riqueza de comunicação se deixa para trás quando não sabemos mais o sentido de tais datas. 

Um outro exemplo de perda de oportunidade de cativar o nosso cliente são as missas de sétimo dia, hoje incluídas em missas comuns como mais uma mera intenção. O cristão que encomenda uma missa de sétimo dia quer consolo, quer dizer para si mesmo que a morte dói para quem ficou, mas quem foi finalmente obteve o produto desejado por toda uma vida. Como passar esta comunicação misturando-se as intenções do aniversário da dona Glorinha, pelo novo emprego do seu José e pela restauração da saúde de Filomena ! Outro caso gritante é o Sacramento da Reconciliação ou Confissão. Com que sabedoria Deus inspirou este sacramento e como ele é negligenciado! Vejam bem, a maior dificuldade não é aceitarmos o perdão de Deus e sim o nosso próprio perdão. Precisamos confessar os nossos pecados e receber uma penitência, isto nos ajuda a crer no perdão e abre espaço para a ação da Graça. E também não se pode esquecer o sacerdote que, ao confessar, fecha os olhos e se limita a dar a absolvição no final da confissão. Que o perdão vale, para Deus vale; mas obteve todo o sentido para o cristão?- “Ele nem fez cara de espanto com o que eu disse ! “ Eu já ouvi de um leigo após a sua confissão.

 O comunicador 

Aqui quero abrir um parêntese para falar da importância dos sacerdotes nesta comunicação pessoal. Muitos se especializaram na comunicação de massa, fugindo da comunicação pessoal, sem saber como tem peso suas manifestações ao povo. Como é bom ser acolhido pelo padre na porta da Igreja com um cumprimento cordial. Como é bom iniciar uma celebração da Eucaristia com um sorriso do sacerdote e como é saudável para um fiel tê-lo como diretor espiritual. Como nos orgulhamos ao encontrar “o nosso padre” num banco ou num supermercado e podermos identificá-lo como padre pela sua roupa. No tempo da ditadura no Brasil, os militares se orgulhavam de desfilar em qualquer lugar com seus uniformes para identificá-los como detentores do poder ou por simples orgulho do que faziam, hoje em dia com suas corporações desprestigiadas , a coisa mais comum é ver oficiais superiores de terno e gravata nos mais diversos eventos fora dos quartéis. Será que os padres não se orgulham mais do que fazem ?  ( fecha parêntese )

  A mensagem 

A mensagem, para o marketing, deve informar ou persuadir o consumidor de que o produto da empresa proporciona maior satisfação. Na Igreja usa-se a Palavra para informar , mas as atitudes não persuadem ninguém. Por exemplo, o excesso de respeitos humanos que tomou conta de muitos em nossa Igreja. O nosso consumidor quer ouvir “que o seu sim seja sim e o seu não seja não” e ver atitudes firmes e não de tibieza ou medo de perder o seu consumidor. Quando relativiza-se o pecado, com a idéia que a sociedade força ao pecado, que os tempos são outros e que a sociedade deve evoluir, espanta-se um consumidor ávido por alguém que diga o que é certo e o que é errado, que mostre que só existe um caminho para chegar ao Pai e este caminho exige uma conduta que não é fácil.

A mensagem nunca pode ser conflitante com as crenças do consumidor, por exemplo, ao deturpar a opção preferencial pelos pobres, muitos decretaram a exclusão preferencial dos ricos ! É rico, já está no inferno. Isto tem levado muita gente para longe da Igreja, gente boa e gente com poder para melhorar a condição dos pobres.

A mensagem também deve ter as informações que interessam o consumidor senão correm o risco de só provocar bocejos e desistências. Imagine que eu queira vender a idéia que o carro que eu fabrico é melhor porque tem freios ABS. E vou falando ao consumidor comum o seguinte: “O sistema anti-bloqueio do meu novo carro é controlado por um processador digital de sinais que através de um sistema de transdutores e acionadores mantém o controle da frenagem do carro, não permitindo que o coeficiente de atrito dinâmico que é menor que o estático etc. etc. etc…” ou bastaria dizer que é um sistema que faz o carro parar de forma mais eficiente principalmente em emergências e condições difíceis de dirigir. Em nossa comunicação na Igreja há muita explicação teórica e pouca aplicação prática. “O que eu faço com o meu marido que não quer vir a Igreja ?” ; “Como eu conseguirei deixar este vício.” ; “Como eu poderei perdoar o pai que nos abandonou quando criança?” ; “O que tem a ver o meu trabalho com a vida cristã ?” ; “Como eu falo de Deus ao meu filho adolescente? “.

   O meio 

            A Igreja sempre teve grandes oradores e pregadores em toda a sua história. Mas hoje em dia o forte da Igreja é a comunicação impressa. Grandes textos , excelentes documentos, páginas e mais páginas de rica teologia, exegese e tudo mais. Só que isto está tão forte que quando muitos padres fazem suas homilias eles as lêem tornando-as páginas faladas que não transmitem vida, não atraem o consumidor para o seu produto. Quando a Igreja se aventura num programa de rádio ele tem a forma de livro de doutrina, ou ,podemos dizer assim, homilias eletromagnéticas, muitas pregações e pouca coisa atrativa ao ouvinte, na televisão é a mesma coisa, discursos com pessoas que não tem nada de comunicadores, debates que mais parecem as cansativas reuniões de conselho paroquial e programas que pouco tem a ver com a expectativa dos telespectadores. Aqui vale falar de uma excessão que é a Canção Nova, onde os meios de comunicação são utilizados de forma eficaz e séria.

            Vejam como se pode desperdiçar uma mina de ouro em comunicação: os Santos, que deveriam ser os modelos dos que já chegaram lá e principalmente os modelos de como chegar lá. Veja como o capitalismo norte-americano venera seus milionários, todos são admirados pelas suas conquistas, mas a mensagem básica desta veneração é : “Ele começou do nada e construiu este império !” , isto faz com que todo americano acredite que pode chegar lá. “Ele era como eu, tinha uma vida comum. Eu também chegarei lá.” Nossos santos são muito mais do que isto, mas são colocados a uma distância tão grande do fiel comum que muitos acreditam não poder alcançá-los nunca. E nisto o nosso Papa João Paulo II tem sido pródigo, com suas inúmeras beatificações e canonizações , em número nunca visto antes, ele quer mostrar ao mundo que os santos estão aí são gente comum que escolheu o caminho de Cristo e que deve ser seguida .

E por falar no Papa, acho que o mais extraordinário e positivo na comunicação de nossa Igreja era a figura do Papa João Paulo II, ele comunicava com sua imagem, com seus textos, com seus gestos. Tinha a coragem de pedir perdão a toda uma humanidade atônita, viajava constantemente falando ao seu “público consumidor” e a um mercado potencial, conhecendo suas necessidades ; e tudo sem se importar com a fraqueza física que o abatia, ele transmitia uma fortaleza que só podia ser alimentada pelo céu. Um homem reconhecido por toda a humanidade, de cristãos e não cristãos como um dos mais notáveis de nossa história recente, senão de toda a história.

O efeito

             O que se espera como efeito da comunicação da Igreja, ou seja, de todos nós é que possamos oferecer ao Pai cada vez mais almas que escolheram “nosso produto” e querem ser propagadores desta boa nova que é Jesus.