Sexo seguro …

Dezembro 16, 2007

Outro dia ,ao parar num farol olhei para o lado e li num adesivo colado no vidro de um carro o seguinte  : 

“Deus criou o sexo seguro : chama-se matrimônio “ 

Achei essa frase simples mas muito eficiente , a ponto de refletir sobre ela. 

Não é novidade para ninguém o posicionamento da Igreja em relação ao uso da camisinha, como também não  é novidade a quantidade enorme de pessoas contrárias à essa posição . O que eu  quero chamar a atenção é com relação ao nosso posicionamento como católicos  e como educamos nossos filhos  diante dessa posição da nossa Igreja. 

Concordamos ou não ?

Defendemos ou não ?

Somos omissos ? 

Temos coragem de transmitir  esses valores para nossos filhos? 

Deus em Seu infinito amor e sabedoria , já deixou claro desde que criou o homem ,o Seu plano para ele  :  “crescei e multiplicai-vos “, ”por isso o homem deixará seu pai e sua mãe , se unirá a sua mulher e formarão uma só carne “. 

Deus criou o sexo, logo o sexo é sagrado, é puro, é santo. Deus criou o sexo para que o casal se fundisse numa só carne, num profundo encontro de corpos e almas. Deus criou o sexo para ser vivido santa e plenamente por um casal dentro de uma relação segura, monogâmica, duradoura chamada MATRIMÔNIO. Não somos animais irracionais, que por mero instinto cumprem o seu dever de procriarem. Nós somos seres humanos, criaturas únicas, feitas à imagem e semelhança de Deus, temos alma. Nós temos controle sobre nossas emoções, instintos e desejos. Não saímos pelas ruas procurando parceiros para termos relações sexuais ( pelo menos eu espero que não ) para puro prazer. 

Ë importante tomar consciência que a Igreja defende a vida. Vida essa que Jesus mesmo disse que queria que a tivéssemos de forma abundante. Vida que deve ser preservada, cuidada com o maior respeito, carinho, pois é o maior dom que possuímos.O sexo está intimamente ligado à vida , pois é a partir dele que uma nova vida surge . É através do sexo que cumprimos a vontade de Deus de nos unirmos e multiplicarmos .O sexo não é sujo , Não é pecado, não é malícia , e desculpe o termo não é sacanagem . 

A sujeira, o pecado, a malícia, a sacanagem estão dentro de quem faz mal uso do sexo. O sexo criado por Deus não é o que está presente nas novelas, nos programas de auditório, nas revistas masculinas e femininas, não é o que está nas cenas dos filmes. Isso tudo é uma deturpação do sexo. 

Quem defende a camisinha, como uma forma de sexo seguro, na verdade defende o sexo fora do casamento, o sexo feito com qualquer parceiro, a qualquer hora e lugar, defende o sexo pelo sexo, o prazer desvinculado de amor, compromisso e responsabilidade. Defende que a vida é curta e que temos que aproveitar ao máximo, e portanto o sexo deve ser praticado e muito, com qualquer pessoa , hora e lugar. Faz parte dos defensores da camisinha muitos pais, que patrocinam não só a camisinha como também o motel  ( uns transformam o quarto dos filhos em motel porque é mais seguro… ) e se resumem a dizer; ‘”cuidado“.

Pais que não assumem a responsabilidade de dialogar , ensinar , informar seus filhos , privando-os de conhecer o certo , a vontade de Deus sobre sexo . Tiram dos ombros o peso de dizer para os filhos que existe uma hora certa para tudo , inclusive para o sexo .Deixam de ajudar seus filhos a se disciplinarem , a  se controlarem , a esperarem  pelo casamento para juntos com o (a) companheiro (a)  desfrutarem o sexo com amor , responsabilidade e abençoados por Deus  , deixam de apoiar seus filhos para que resistam as pressões do mundo , abandonam seus filhos numa área tão importante da vida . Nós pais somos responsáveis pela vida dos nossos filhos, temos obrigação de dar uma base sólida , alicerçada na fé, em princípios morais, éticos , para que possam crescer sadiamente.

Nós temos que dar raízes  para podermos dar asas. Nós temos obrigação de ensinar, educar, informar e formar nossos filhos, levando-os a conhecer a vontade de Deus em tudo, para terem o direito de optarem mais tarde, se querem ou não seguir essa vontade.  Se temos dificuldade para falar sobre sexo com nossos filhos, devemos procurar ajuda de profissionais católicos bem preparados  ( psicólogos, médicos, professores, etc ) de casais que trabalhem com jovens e famílias , de sacerdotes . Procurem ler livros cristãos sobre o tema. 

Ë importante que os pais revejam a forma como eles mesmo encaram o sexo , para que possam responder àquelas perguntas difíceis que as crianças costumam fazer repentinamente , (  como eu fui parar na barriga da mamãe ?  ) Respondam com simplicidade e de acordo com a pergunta feita . É fundamental que os pais conversem com os filhos sobre o assunto , para saber o que eles sabem e pensam a respeito de sexo . 

Não podemos deixar essa geração ser engolida pelo sexo , bebida e drogas sem fazermos nada , São os nossos filhos !!! Lembrem-se que é preferível ver nossa filha chorar porque não deixamos que ficasse sozinha com o namorado hoje, do que vê-la chorar porque engravidou com 13 anos .  Ou ver um ataque do nosso filho porque vocês não querem que ele transe  antes do casamento do que vê-lo morrer de AIDS. Não é exagero, é a realidade. 

A Igreja prega a vida, a felicidade, o amor, o sexo vivido dentro do sacramento do matrimônio. A Igreja zela pelos seus filhos, por isso quer o que é melhor, o que talvez seja mais difícil , e não o que é mais cômodo . A Igreja é mãe, por isso defende seus filhos contra tudo e todos que querem destruí-los. A Igreja  vai continuar  a ser contra o que o mundo quer que acreditemos  ser o certo. A Igreja é nossa aliada para nos ajudar na criação dos nossos filhos, a preservar a vida. A Igreja é porta-voz da vontade DEUS.  Quem é católico tem obrigação de conhecer, estudar, defender e viver o que a Igreja nos ensina.


O corpo e a atitude

Dezembro 16, 2007

            Muito se discute sobre a licitude do prazer sexual no matrimônio cristão, o ser ou não ser certo desejar este prazer e , se certo, como obtê-lo de forma intensa e sem culpa.

Primeiramente é preciso ter claro que Deus nos criou com a finalidade de sermos amados por Ele e de nos amarmos mutuamente. Também nos criou com o impulso sexual e portanto este impulso tem que ser algo bom, pois Deus não faz nada para o mal. E nos orientou nas escrituras e através da Igreja, sobre o contexto certo para obtermos o máximo deste componente importante do relacionamento de casal, o sexo.

             Em várias passagens das escrituras o Senhor compara o Seu amor por nós com um matrimônio como por exemplo:  

“Pois teu esposo é teu Criador, chama-se o Senhor dos exércitos, teu Redentor é o Santo de Israel, chama-se o Deus de toda a terra. Como uma mulher abandonada e aflita Eu te chamo; pode-se repudiar uma mulher desposada na juventude? Diz o Senhor teu Deus.“ Is 54, 5-6            

E em outras tantas passagens fala do relacionamento homem mulher com todos os seus componentes emocionais, físicos e espirituais:

“Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para unir-se à sua mulher; e já não são mais que uma só carne.” Gen. 2,24

“Então Tobias encorajou a jovem com estas palavras: Levanta-te, Sara, e roguemos a Deus, hoje, amanhã e depois de amanhã. Estaremos unidos a Deus durante estas três noites. Depois da terceira noite consumaremos nossa união; porque somos filhos dos santos, e não nos devemos casar como os pagãos que não conhecem a Deus.” Tob 8, 4-5 

“Como são graciosos os teus pés nas tuas sandálias, filha de príncipe! A curva de teus quadris assemelha-se a um colar, obra de mãos de artista; teu umbigo é uma taça redonda, cheia de vinho perfumado, teu corpo é um monte de trigo cercado de lírios; teus dois seios são como filhotes gêmeos de uma gazela; teu pescoço é uma torre de marfim, teus olhos são fontes de Hebron junto à porta de Bat-Rabim. Teu nariz é como a torre do Líbano, que olha para os lados de Damasco; tua cabeça ergue-se sobre ti como o Carmelo, Tua cabeleira é como a púrpura, e um rei se acha preso aos seus cachos.” Can 7,2-6

Vejamos o que a Igreja nos ensina no Catecismo da Igreja Católica no ponto 1643 

Os bens e as exigências do amor conjugal

 “O amor conjugal comporta uma totalidade na qual entram todos os componentes da pessoa – apelo do corpo e do instinto, força do sentimento e da afetividade, aspiração do espírito e da vontade ; o amor conjugal dirige-se a uma unidade profunda­mente pessoal, aquela que, para além da união numa só carne, não conduz senão a um só coração e a uma só alma; ele exige a indissolubilidade e a fidelidade da doação recíproca definitiva e abre-se à fecundidade. Numa palavra, trata-se de características normais do amor conjugal natural, mas com um significado novo que não só as purifica e as consolida, mas eleva-as, a ponto de torná-las a expressão dos valores propriamente cristãos”.

Como vemos não há um só ponto em que se nega a presença do componente físico no amor conjugal, ao contrário sempre o coloca com papel importante ainda que não o mais importante do relacionamento do casal. E por fim há sempre a confusão de que o sexo só existe para a procriação, o que é um erro como veremos a seguir.  

Como dissemos no início do texto, Deus nos criou para sermos amados por Ele. A criação é um impulso amoroso de Deus . É uma característica de Deus que foi transmitida ao homem, pois fomos criados a sua imagem e semelhança. O amor em sua essência e plenitude é Deus  Criador. Portanto o casal que se ama e tem como fonte desse amor o próprio Deus tem que ter este impulso criador, senão seu amor é incompleto seu amor é imperfeito.

E este impulso criador nos leva a querermos os filhos, a estarmos abertos aos filhos, até quando não podemos tê-los por qualquer razão física.  Assim, o amor aberto à procriação, mesmo quando não gera uma nova vida é mais completo e causa mais gozo e plenitude à vida dos cônjuges do que o amor fechado à possibilidade de gerar uma nova vida.  

Entendendo os argumentos acima , certamente entenderemos a doutrina da Igreja quanto ao uso de anticoncepcionais artificiais. Mas aqui não vamos entrar no mérito da questão.  

 Agora já podemos tirar algumas conclusões importantes: 

-          O sexo é bom, pois foi criado por Deus.

-          Sexo no contexto do matrimônio não é pecado, ao contrário é um presente, uma graça.

-          O sexo não é exclusivo para a procriação, mas o amor tem que estar sempre aberto à criação, à geração de uma nova vida. Voltando ao título deste texto “O corpo e a atitude”, vamos nos colocar dentro do contexto do matrimônio onde homem e mulher, buscando sempre o melhor um para o outro passam todos os anos de suas vidas juntos.

As vezes nos surpreendemos com casais demonstrando enorme felicidade por estarem juntos apesar de não entendermos o porque pelos nossos julgamentos exteriores. Por exemplo, quem já não viu um belo rapaz apaixonado por uma moça “feia”? Ou uma moça lindíssima com um marido baixinho e careca? E ainda velhinhos de mãos dadas e com aparência de estarem de lua-de-mel? O que ocorre então? O que existe na vida deles que supera nossas pobres avaliações puramente estéticas?  Neste ponto eu ouso simplificar o relacionamento do casal em duas partes importantes, mas não iguais:

O corpo e a atitude. 

Na maioria dos relacionamentos, desde os primeiros namoricos, o primeiro impacto entre jovens que se enamoram é o visual proporcionado pelo corpo. Não há como negar que a beleza tem um papel importante na natureza, e nós fazemos parte desta natureza. Não vamos discutir aqui as diferenças de gostos e costumes, o que importa é concordarmos que a beleza física, de uma forma ou de outra, influencia um relacionamento. No sexo a beleza se torna atração, a atração em toque, o toque em união, a união em gozo.  E o que vem a ser a atitude?

Atitude como eu quero colocar para o leitor é um enorme conjunto de outros fatores tais como: renúncia, abertura, disponibilidade, perdão, paciência, conhecimento, sinceridade e fidelidade.  O amadurecimento no relacionamento de um casal dá cada vez mais peso à atitude, o tempo tráz consigo o melhor conhecimento um do outro a tal ponto que muita coisa nem é necessário se falar, basta um olhar ou um gesto para que o outro compreenda sua necessidade ou sua intenção; a sinceridade ajuda a superar dificuldades e faz o relacionamento crescer juntamente com o perdão, que certamente é a ferramenta indispensável de quem quer manter a chama dos primeiros tempos acesa, tudo isto crescendo com o tempo e proporcionando aos dois cada vez mais gozo e mais felicidade desde um breve olhar até no ápice de uma relação sexual.  

Ainda sobre atitude vale a pena falar da unidade entre fidelidade e felicidade, se tivermos muita fidelidade e teremos muita felicidade, mais fidelidade e mais ainda felicidade. Daí porque nossas avaliações sobre casais aparentemente tão diferentes geralmente falham. Portanto podemos concluir que enquanto o mundo só valorizar o componente corpo dos relacionamentos entre homem e mulher não haverá felicidade verdadeira em estarem juntos, não havendo esta felicidade haverá cada vez mais separações, cada vez mais filhos que sofrem e mergulham na busca de compensações para esta falta de amor que são as drogas, a bebida e mais sexo sem amor, fechando assim um ciclo vicioso aparentemente sem fim.  

Quem está preparando nossos jovens para a fidelidade?

Quem está preparando nossos jovens para aprenderem a perdoar e pedir perdão?

Quem está dizendo a eles que vale a pena renunciar a si mesmo pelo amor aos outros? 

Quem está a eles mostrando que o sexo é bom e deve ser encarado como algo santo e desejado por Deus para que os casais se realizem e sejam verdadeiramente uma só carne?

Ouvi a pouco tempo de um sacerdote em uma homilia muito enfática que  em tempo nenhum desde a antiguidade a humanidade passou por um período de tanta ignorância do que é o verdadeiro sentido do amor como em nossos dias. Mesmo com toda a tecnologia dos tempos atuais a grande crise da humanidade é de amor. Se procura, não se conhece e não se sabe onde buscar.      

Portanto homens e mulheres amem-se profundamente e vivam intensamente o seu matrimônio , a vocação a que vocês foram chamados por Deus, porque só assim nós transformaremos este mundo. 


Antes ou depois do casamento ?

Dezembro 16, 2007

Hoje em dia é muito comum ouvir-se que o casamento é uma instituição falida , que os tempos mudaram e não se pode mais pensar em uma vida a dois como antigamente. E muitas vezes nós mesmos acabamos por “entrar nessa” sem pensar um pouco nos porquês das coisas mudarem tanto.

 Por agora vamos pensar em um só dos porquês: a preparação. 

Inicialmente vamos fazer uma comparação com o vestibular que é feito para se entrar em uma universidade. Cada vez mais jovens tentam vagas em boas universidades e percentualmente , cada vez menos acabam por obter uma vaga . Só entra realmente quem se prepara , se sacrifica por um , dois ou até três anos estudando até obter a primeira vitória que é a vaga na tão sonhada universidade. Mas a vitória em uma batalha não significa a vitória definitiva , pois ainda haverá os 5 ou 6 anos para se tornar um verdadeiro profissional e depois uma pós-graduação etc. etc. .

Curiosamente não se houve falar por aí que a universidade é uma instituição falida só por que exige uma grande preparação e por que muitos acabam por falhar nesta batalha ! Com o casamento ocorre a mesma coisa , a preparação vem desde o “primeiro grau” da vida a dois , que é o namoro , a fase de pré-seleção , de adaptação a um relacionamento a dois. O “segundo grau” é o noivado onde , apesar da total liberdade de rompimento por parte dos noivos, já há um compromisso e uma intenção forte de se assumir um casamento . E finalmente a vida a dois é o aperfeiçoamento para o resto da vida. Então o que deve ser feito no noivado para que a preparação inicial seja a melhor possível ? 

·         Analisem se vocês já conseguem dialogar sobre assuntos em que haja uma discordância entre vocês ou se estão deixando para depois do casamento . Pode ser que o assunto seja até irrelevante para uma vida feliz após o casamento , mas o diálogo em si é indispensável como ferramenta de continuidade da vida do casal. Se não se consegue dialogar antes de se casar na esperança de que após o casamento as coisas se ajeitarão ,comete-se um grande engano. Procurem aprender a dialogar , briguem se for necessário (veja O que os filhos mais necessitam dos pais ). 

·         Coloquem seus sonhos e esperanças em comum e vejam se estes sonhos e esperanças podem ser dos dois . Mesmo se for a realização profissional de um ou  atividades individuais como esporte , cursos etc. é importante que os dois concordem e lutem juntos por cada objetivo. Muitos casamentos terminam porque os dois vivem uma vida de casados-solteiros , cada um com seus sonhos , suas atividades , seu dinheiro e por acaso compartilhando o mesmo teto ; neste caso não se pode chamar a casa de um lar , mas sim de uma república como as de estudantes universitários que dividem as despesas de moradia.  

·         Compartilhar da mesma fé é um ponto muito importante para se levar em consideração  ao se pensar em uma longa vida a dois. Não que seja impossível a convivência de pessoas professando diferentes religiões ou se uma delas não tiver uma fé declarada , pois São Paulo mesmo diz que o marido sem fé pode ser santificado pela esposa ou a esposa sem fé pode ser santificada pelo marido ( I Cor 7,10-16) . Uma vez conversando com um casal que estava se separando ouvi do marido que era um absurdo eles estarem em viagem à Europa e ela querer entrar nas igrejas para orar ! Com certeza este é um argumento bastante absurdo para haver uma separação mas é bom se prevenir e discutir isto com seu noivo e sua noiva, pois junto com a profissão da mesma fé vem os mesmos valores , as mesmas esperanças , as mesmas disposições por uma vida de fidelidade e amor.  

·         Quantos filhos vocês querem Ter ? Como vocês vão educá-los ? Quem vai educá-los a mãe e o pai ou os berçários e escolinhas ? Se a mulher trabalha , ela vai parar de trabalhar para cuidar do filho pequeno ? Todos estes pontos dão conversa para uns bons meses e portanto é bom começar o quanto antes pois deixar para depois do casamento pode trazer algumas desilusões.  

·         Se forem esperar um tempo para a vinda dos filhos como vocês irão evitá-los? A Igreja nos coloca uma doutrina bastante clara a este respeito , condenando fortemente o aborto , as formas de esterelização mutilantes como a vasectomia e a ligadura de trompas e finalmente recomendando os métodos naturais de anticoncepção , como o método Billings. Nestes casos se houver dúvidas é bastante recomendável procurar a orientação de um sacerdote , pois a Igreja é mãe e seus ensinamentos são sempre voltados para a nossa felicidade e não para a nossa infelicidade.   

·         Amor ou sentimentos ? Esta é uma dúvida que muitos de nós fazemos e por causa dela casamentos tem sido desfeitos. Os sentimentos são reações naturais que temos a estímulos externos ou internos e independem da nossa vontade. Alegria , tristeza , raiva , paixão , mágoa , todos são sentimentos que brotam em todos nós queiramos ou não. Se é aniversário de casamento e o marido se esquece da data a esposa fica magoada. Se o time do marido é roubado pelo juiz , brota uma raiva que mal dá para se agüentar . Portanto os sentimentos são amorais , não são bons nem maus, ou seja , não tem moral ; é mais ou menos como o frio ou calor que sentimos , não se controla. A moral tem que existir na reação aos sentimentos. Se a esposa passar uma semana sem falar com o esposo porque ele esqueceu a data do aniversário de casamento aí sim comete-se um erro; ou se o marido joga garrafa de cerveja  no juiz  quando o time for roubado aí sim existe o erro. E onde entra o amor nisto tudo ? O amor não é um sentimento , o amor deve sempre despertar sentimentos , sentimentos positivos , como alegria , prazer , satisfação etc. ; mas o amor é uma decisão , um ato da vontade livre de cada um.  Por isso que erra-se ao dizer que o amor acabou . O que houve é que acabaram os bons sentimentos e então eu decidi não amar mais você . É interessante lembrar algumas palavras que são repetidas na cerimônia do casamento e que confirmam a diferença entre amor e sentimento: “Eu Fulano prometo te amar e respeitar na alegria e na tristeza , na saúde e na doença etc. etc. “ ; como se pode ver jura-se amar mesmo na tristeza que é um sentimento ruim , ou seja , decide-se amar por toda a vida. 

·         Qual a sua prioridade , ser ou fazer feliz ? Esta é uma pergunta que eu e minha esposa fazemos a noivos que se preparam para o casamento e uma boa parte prioriza o ser feliz colocando em segundo plano o fazer feliz, um princípio bastante perigoso para quem julga amar alguém. Coloque como prioridade em sua vida o fazer seu esposo ou sua esposa feliz e deixe que ele ou ela se preocupe com a sua felicidade. É um risco , o amor exige riscos e confiança, mas é uma garantia que um dá ao outro que em uma dificuldade qualquer o eu não prevalecerá sobre o nós ou mesmo sobre o você . Pode parecer estranho falar em risco , em confiança ou em doação associados ao amor mas é isto que Jesus fez por nós , no seu exemplo máximo de amor. Ele se entregou a morte por mim que estou aqui ,2000 anos depois , confiando que suas palavras poderiam me fazer feliz . Ele se arriscou pois me deu liberdade de seguí-lo ou não . Pense nisto.  

Espero que o tema que colocamos acima sirva para despertar um interesse em vocês noivos , namorados , ou mesmo casados para um início de um longo e frutífero diálogo .